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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

POESIA:*M A N I A S*, CHARLES SANTANA



*M A N I A S*

Crianças no meio da rua,
Brincando na lama sorrindo,
Vivendo suas infâncias,
E a chuva jogando seus pingos,
E com essas simplicidades,
Com vivências sem vaidades,
E com diferenças de destinos.

Moleque na saia da mãe,
Com medo de ficar só,
Demonstrando seu sentimento,
Com  dependência maior,
Com as suas cumplicidades,
E atos de sinceridades,
Não existe amor melhor.

Escolas cheias de alunos,
Correndo pra lá e pra cá,
Professora na sala de aula,
Chamando pra estudar,
E o intervalo na lanchonete,
É lá que tudo acontece,
Na hora que vai lanchar.

Meninos correndo apressados,
Ligeiros pra comprarem os pães,
Fazendo o que foi mandado,
Obedecendo as ordens das mães,
E assim eles voltam sorrindo,
E o pão é sempre bem-vindo,
Para as suas refeições.

Menino nu na calçada,
Segurando a mamadeira,
Olhando pra o meio da rua,
A fim de brincar na poeira,
Brincar de carrinho de mão,
E viver sua emoção,
Subindo e descendo ladeira.

Velhas com cuidados nos filhos,
Com ciúmes das suas crias,
Mostrando o certo e o errado,
O que será e o que seria,
O que se teve e o que se tem,
O que é melhor para o seu bem,
O que existiu e o que existia.

Menino chorando nos postos,
Com medo de tomar vacina,
Correndo pra todo lado,
O medo ali predomina,
Mas quando chega seu pai,
Mesmo chorando ele vai,
E aumenta a sua autoestima.

Namoro nos bancos das praças,
Demonstrando seus sentimentos,
E o calor das suas emoções,
Temperadas naquele momento,
E ali com a evolução,
Se entregam na emoção,
Sem muita perca de tempo.

Roupas estendidas no varal,
Que balançam com o vento,
Ou estendida numa cerca,
Que fica por trás do relento,
Ficando até enxugar,
E depois tem que tirar,
Pra não passar muito tempo.

Mulheres sentadas na porta,
Fazendo suas reuniões,
Falando suas novidades,
Dizendo suas opiniões,
Como se fosse audiência,
Todas com as consciência,
Vindas das suas emoções.

Caminhões que passam correndo,
Com suas cargas pesadas,
Pneus passando a língua,
Por toda aquela estrada,
E o ronco do seu motor,
Que representa o amor,
Da nossa motoristada.

E o carro de boi cantando,
Pelo cantador e o eixo,
De longe ouve seu cantar,
Pelo som ver seu endereço,
E as suas rodas de madeira,
Com ferro nas sua beiras,
E os bois amarrados ao cabresto.

Sacristão puxando a corda,
Para o sino poder tocar,
Hoje é dia da missa,
E ao povo poder avisar,
Os fiéis ouvem o aviso,
Pois é um sinal preciso,
Pra ninguém poder faltar.

Autor: Charles Sant'Ana
O poeta do sertão
Charlessgt@hotmail.com

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